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IMAGINAÇÃO: A LOUCA DA CASA

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*Nonato Reis
.
A mente humana é uma engrenagem complexa e ainda pouco compreendida. A imaginação é capaz de coisas que ela própria desconhece. No livro “A louca da casa”, a escritora espanhola Rosa Montero faz uma abordagem literária desse tema, para mostrar como nascem os personagens e os romances. Assim, no contexto da obra, “louca” simboliza a imaginação, e “casa”, o cérebro, com seus circuitos e operações.
O cérebro é repleto de facetas. Uma delas, inventar doenças e formatá-las. Os hipocondríacos estão aí com suas pilhas de remédios ingeridos todos os dias, a me darem respaldo. O sujeito pode ser fisicamente sadio, mas ninguém o convencerá disso, porque na cabeça carrega um rosário de doenças, algumas incuráveis. Daí a importância de alimentar boas ideias, sintonizar a antena com o que há de melhor no emaranhado dos pensamentos.
Ai daqueles que semeiam no cérebro um grão afetado. Podem assinar uma condenação para o resto da vida ou sofrer com ela por longos anos. Eu próprio me inscrevo nessa lista de desafortunados. Ainda nem havia ingressado na adolescência, quando me dei conta de que carregava no peito uma tuberculose fictícia. A tuberculose, como sabemos, foi o fantasma do século XIX e de boa parte do século XX. Até a descoberta da penicilina e seus derivados matou horrores no Brasil e no mundo.
Cresci na sombra dessa doença. Alguns dos meus ancestrais e parentes paternos morreram por complicações causadas pelo Bacilo de Koch, a bactéria da tuberculose. Ao menor sinal de gripe minha mãe acendia uma luz amarela. “Cuidado, pode ser ela!”. Por azar eu vivia às voltas com gripes e resfriados. Às vezes parecia emendar uma gripe na outra. Até o dia em que minha mãe, no limite do desânimo, desabafou suas preocupações com meu pai diante de mim. “Eu, se pudesse, mandava fazer uma radiografia nesse menino. Desconfio que ele tem tuberculose”.
Foi como se o médico tivesse me dado o diagnóstico. A partir daquele dia comecei a dura convivência com a tuberculose. Tinha febres constantes, especialmente nos finais de tarde. Tosse seca, dores no peito e nas costas, falta de ar, perda de peso e de apetite. Eu era um doente na descrição física. Para dormir, tinha que encruzar as mãos nos ombros, para aliviar a sensação de dor nas costas. Por último passei a botar sangue pela boca.
Na minha cabeça eu era um sujeito com os dias contatos. Mas o tempo passava e o estágio da doença parecia estacionado. Concluí o ginásio e vim morar em São Luís. A tuberculose, claro, me acompanhou. Completei 18 anos, entrei para a faculdade. Chegara o momento de ingressar no mercado de trabalho. Naquela época ninguém conseguia emprego sem exibir a carteira de saúde, cuja expedição exigia, entre outras coisas, aprovação em exames de lepra, sífilis e tuberculose.
Foram muitas noites mal dormidas e idas e vindas ao Centro de Saúde Paulo Ramos, tentando criar coragem para fazer a Abreugrafia (Raio X dos pulmões). Até que um dia, já cansado daquele “chove-não-molha”, resolvi encarar o medo e dar um basta a agonia. Fiz o exame na certeza de que receberia o diagnóstico da doença. Porém quando li aquela palavrinha mágica de “negativo” estampada no laudo médico foi como renascer. De presente ganhei uma nova vida. Mas os anos que eu perdi, esses se foram para sempre.
.
* Nonato Reis é jornalista e escritor. Trabalhou nos principais jornais de São Luís. Foi correspondente da Folha de S. Paulo. Tem dois livros de romance publicados: “Lipe e Juliana” (2017) e “A saga de Amaralinda” ( 2018)

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