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NA HORA H, O PINTO PERDEU FORÇA E MORREU

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*Nonato Reis

.

Nos meus anos de repórter recolhi muitas histórias dignas de registro. Algumas com contornos de drama. Outras, engraçadas e até pitorescas. Sempre gostei de observar as pessoas, a forma de falar, de interagir, o comportamento. Elas, por sua vez, acho que viam em mim uma espécie de ombro amigo, porque me procuravam para relatar seus feitos e frustrações. Uma delas, um sujeito baixinho, meio careca, olhos claros apertados, bigodudo que, por uma questão de ética, vou tratá-lo aqui como Mister Jones.
Jones cumpria tarefas diversas da diretoria, uma espécie de faz-tudo. Gostava de frequentar a redação e bater papo com os repórteres. Seu assunto preferencial eram as mulheres, de quem dizia ser especialista nato. Gabava-se de jamais ter recebido um “não” em suas tentativas de conquista. Eu desconfiava que mantinha um caso extraconjugal com uma das secretárias, uma vez que ambos viviam de conversinhas pelos cantos e em clima de cumplicidade.
Um dia aguardava material das agências de notícia para fechar a página de esportes e decidi ir até a porta da rua respirar um pouco de ar menos denso. Encontrei Jones recostado à parede, meio cabisbaixo, o olhar espetado no chão. Quis saber se estava tudo bem e ele começou a puxar a laçada de um grosso novelo.
– Sabe aquela menina com quem você me vê conversando?
Fiz que sim com a cabeça, e ele continuou.
– A gente estava junto há mais de um ano. Dava tudo pra ela: de xampu a batom. Até a geladeira, eu que abastecia.
Quis saber mais sobre o tipo de relação que eles mantinham e ele cortou, ríspido. “Não temos mais nada”. Como assim? “Ontem fui até lá deixar umas coisas que comprei no mercado. A porta do quarto estava aberta. Deu para ver a bunda do deputado (…) subindo e descendo. Foi um choque pra mim. Nunca imaginei que aquela ingrata fosse capaz de retribuir os meus agrados plantando um par de chifres na minha testa”.
Tentando entender a atitude da garota, terminei dando à conversa um sentido existencial, e Jones expôs o drama que lhe corroía a alma. “Olha, Nonatinho, o problema sou eu. Tenho uma dificuldade terrível de fazer sexo. O pinto não ajuda. Só atrapalha”. Com muito esforço contive uma onda de riso e quis saber o que de fato acontecia com ele. “Sofro dessa coisa que chamam de ejaculação precoce. Às vezes nem consigo penetrar. Basta encostar e eu já me desmancho”.
Expliquei-lhe que havia tratamento para isso. O lance era procurar um médico ou quem sabe um psicólogo. Ele abanou a cabeça, desanimado. “Tem jeito não. Li numa revista que se o cara se masturbar antes de transar, dá resultado. Eu tentei e quebrei foi a cara”.
Com a curiosidade nas alturas, pedi que me relatasse a sua experiência frustrada. “Como foi isso, me conte!”. Contou.
Meses atrás conhecera uma mulher linda, dessas que despertam a sensibilidade do homem ao primeiro olhar. “Quando eu via aquela garota de seios fartos e bunda enorme eu ficava louco. O moleque só faltava rasgar a calça. Era uma tortura”.
Então decidiu conquistar a garota. Não foi fácil. Passou dias cobrindo-a de mimos, fazendo promessas mirabolantes. Até que um dia ela concordou em tirar Jones daquele sofrimento e lhe dar uma chance.
Ao invés de motel, marcaram encontro numa área de capoeira próxima ao rio São João, na Maioba. Explicou-me que preferira aquele local porque tinha um plano na cabeça para evitar a ejaculação precoce. Ao chegarem, e após as preliminares, pediu à garota que esperasse um instante. Precisava fazer uma coisa, afastado dali. Correu então para dentro do mato e se masturbou. Voltou certo de que estava prestes a alcançar o paraíso. Na hora H, porém, o pinto achou de fazer graça.
Foi um susto danado. Aquilo não podia acontecer. Esperara dias e noites por aquele momento. Acordava e dormia tendo alucinações com a mulher. Beijou-lhe a boca, esfregou-se no corpo dela. Nada. Quanto mais tentava reanimar o parceiro com o suor a gotejar pelo corpo, mais ele encolhia e assumia o formato de uma jabuticaba madura.
Foi então que a mulher, exausta daquele ritual infrutífero, pegou suas vestes e decidiu ir embora. Não sem antes externar toda a sua decepção. “Fique aí com esse seu pinto enrugado, que só serve para mijar”.
Ficou ali estatelado no chão por um bom tempo, a contemplar o céu azul, carregado de nuvens brancas, derrotado e humilhado. Ao vestir suas roupas, porém, deu com o pinto refeito, graúdo e ereto. Caí na risada e perguntei-lhe o que fez. “Eu olhei pro bicho espumando de raiva e com o dedo em riste explodi: ‘Agora que tu quer guerrear, né, seu fdp? Pois fica aí, desprezado. Daqui pra frente não conta mais comigo. Nem com a minha mão”.

Integra o livro de crônicas “Lembranças de Repórter”, que resgata histórias vividas ou presenciadas no exercício da profissão. Sem data de publicação.


* Nonato Reis é jornalista e escritor. Trabalhou nos principais jornais de São Luís. Foi correspondente da Folha de S. Paulo. Tem dois livros de romance publicados: “Lipe e Juliana” (2017) e “A saga de Amaralinda” ( 2018)

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