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O ECLIPSE QUE DEIXOU VIANA EM POLVOROSA

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*Nonato Reis

O universo já não produz eclipse como antigamente. Hoje, despidos do improviso e das elucubrações próprias da falta de conhecimento, os astros se alinham e se escondem nas sombras uns dos outros, dentro de uma precisão matemática que beira à banalidade. Os eclipses são detectados a anos da data marcada e, afora a necessidade de estudo própria dos que se dedicam a entender a mecânica do cosmos, somada a um pálido sentimento de curiosidade do cidadão comum, passam quase despercebidos.
Nem sempre foi assim. Em tempos remotos, marcados pela luz do querosene e por um estado de completa ignorância, causavam preocupações e até tragédias.
Para muitos, quando a lua ou o sol se escondia atrás da terra, isso podia significar o fim do mundo. Em 1940 houve um eclipse total do sol que causou um escarcéu dos diabos pelo país afora. Eu ainda não era gente, naturalmente, mas minha mãe, com apenas 13 anos, se lembra de tudo.
Em Viana não havia rádio nem jornal ou qualquer fonte regular de informação. Apenas circulava uma revistinha chamada de Almanaque, que continha previsões para o ano todo. E foi por meio dessa publicação que a população tomou ciência de que, naquele ano, no dia primeiro de outubro, o sol desapareceria do mapa sideral em plena manhã de luz, e o dia viraria noite.
Dias antes do evento, uma carta apócrifa amanheceu na porta das casas, anunciando o que todos temiam: o mundo de fato ia se acabar naquele eclipse. As estrelas e a lua dariam o ar da graça por volta das 9 horas da manhã. E diante daquele cenário surreal, Nossa Senhora ao lado de São José, com o Menino Jesus nos braços, romperia das trevas da escuridão à vista de todos, para celebrar o Juízo Final.
A cidade passou a viver em função do eclipse. A toda hora surgia uma informação nova. Alguém havia decido jejuar até o dia do evento, para purificar a alma e assim garantir o ingresso no reino dos céus. Outros, sob o martírio da morte próxima, não conseguiam mais dormir, e passavam dias e noites na porta de suas casas a olhar para os céus. Havia também os fieis que faziam novenas, à busca de um milagre divino que salvasse a terra e a humanidade daquele destino apocalíptico.
O dia primeiro de outubro chegou normal, como tantos outros daquele verão escaldante. O sol rompeu fulgurante no horizonte como de costume. Os ventos sopravam em rajadas laterais balançando as árvores e as roupas dispersas nos varais. O céu, de tão azul, parecia doer no olhar de quem se atrevia a fitá-lo. De repente, o tempo foi mudando. Nuvens esparsas começaram a surgir. O que era vento assumiu a forma de aragem. O sol perdia a cor e também a forma. Já não era uma circunferência perfeita. Faltava-lhe um naco.
Começara o eclipse! Um ruído ensurdecedor de latas e panelas em atrito ecoou pelos ares. Depois vieram tiros de revólver e espingarda. Os sinos da Igreja Matriz repicaram. As galinhas voltaram para os poleiros. Um galo assustado bateu as asas e cantou. No céu o sol dava os últimos sinais de vida. Vênus surgiu brilhante, próximo a uma réstia de lua nova. Então a noite caiu suave envolvendo a cidade com o seu manto escuro enigmático.
Foi um alarido geral. Gente aos berros a correr pelas ruas, caindo em buracos, tropeçando entre si. Cachorros latindo. Corujas batendo em revoadas naquele seu cântico apavorante. Minha avó, que era uma mulher de fé, preferiu o refúgio de sua casa. Se era para morrer, que fosse na intimidade do lar junto com os filhos. Pegou um quadro de São João e tentou acender um palito de fósforos. Não conseguiu porque seus dedos tremiam demais. Rezou assim mesmo sob o véu negro da noite.
A agonia toda, segundo minha mãe, durou cerca de dez minutos, ao fim do qual o sol teria balançado e começado a brilhar novamente. Perto dali havia um rapaz autista, que vivia imerso no seu próprio mundo, dele saindo apenas quando precisava de ajuda para satisfazer necessidades físicas. Alheio àquele dramalhão, sentiu fome e pediu comida. “Cadê meu prato?”. A mãe, agoniada ante à proximidade da morte, não quis nem saber. “Eu sei lá de comida! Vai no fogão e come o que tu quiser (sic)”.
Com a vida normalizada e o sol límpido outra vez, a mãe e os filhos se lembraram que era hora do almoço e correram para a cozinha. Lá encontraram as panelas vazias e um monte de louças para lavar.

* Nonato Reis é jornalista e escritor. Trabalhou nos principais jornais de São Luís. Foi correspondente da Folha de S. Paulo. Tem dois livros de romance publicados: “Lipe e Juliana” (2017) e “A saga de Amaralinda” ( 2018)

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