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AS BARREIRAS… DA NEUSA,  DO DJALMA,  DO LUCA, DA TEODORA

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Hoje eu me lembrei do tempo
Que brincava com outras crianças
Bastava surgir o sol, em Viana
Pra nos encher de esperanças
Ainda hoje eu vislumbro
Ao desenterrar lembranças.

(Laurinete Coelho)

Estas lembranças dialogaram onde, o sol era vida nas barreiras, nas ruas, nos quintais, e esses velhinhos simpáticos eram nossos heróis.

Dona Neusa tinha a barreira mais alta e cheias de plantas, tinha peruanas, essa fruta acho que só existiu lá, nunca mais ouvi falar, as outras eram mais comuns, jaqueiras, jenipapeiros, e muitas, muitas ervas medicinais que ela usava para fazer remédios caseiros.

O seu Djalma fazia bonitos papagaios de papel de seda de muitas cores, eram sonhos das crianças, que os levantavam contra o céu azul, das partes altas, correndo ladeiras abaixo, hoje essas ladeiras já não existem mais, não são mais que papagaios que embaraçaram e viraram construções, mas ficaram também as lembranças de quem viveu, conheceu e viu brincar, os meninos livres de cintura pra cima, correndo naquele mundo de inocência no mundo dos papagaios de papel que como nossas imaginações, voavam livres.

Seu Luca ligeirinho com o seu toc  toc do xamató ou tamanco de madeiras com tiras de couro, subia a ladeira e descia bem rapidinho, não onde ia com tanta pressa numa época de calmaria de vez em quando ouvia falar que ele tinha ido entregar cofos ou outras coisas que ele fazia de pindoba e nesses vai e vem, brincava avisando só pelo prazer de ver os meninos correndo” lá vem seu lobo ” seu lobo era o seu Djalma do alto, que ficava tecendo também suas meias -sabas para vender.

Bem pertinho a Teodora que na nossa imaginação era uma feiticeira, só porque morava num casebre de palha, com um quintal cheio de plantas com nomes estranhos, comigo-ninguém-pode, jiboia, espada de S. Jorge… como um jardim que parecia encantado, tipo aqueles de filmes, cheio de plantas e duendes, mas os duendes do jardim dela, eram os gatos, que lhe rosnavam a perna o tempo todo, enquanto ela aguava seu terreiro. Mas o que era mais curioso era a altura de sua casa, bem baixinha e cheia de coisas penduradas que mal dava espaço para ela deitar-se de tão baixinho que era o teto.

A curiosidade de conhecer ou mesmo só de espiar o interior daquela casa era muito grande.

Até que um dia… Criamos coragem e diferente do que era feito normalmente , na entrega da comida que mamãe lhe mandava pela pequenina e quadrada janela da sua casa, entramos e prosseguimos em caminhada, indo pelo jardim, poço e observando se realmente tinha algo estranho ou só nossa imaginação.

O ambiente tava um pouco escurecido já era final da tarde aproximando a boca da noite e aumentava o medo e a curiosidade.

Anoitecia quando enfim alcançamos o quarto de Teodora, ela com uma lamparina na mão espantava a penumbra, a imagem na parede refletiu sua sombra, naquela imagem, parecia que tinha chapéu, vassoura…ela parecia realmente uma bruxa, com uma corcunda e o medo invadiu.

Passaram-se muitos anos, para que ela deixasse de ser aquela imaginária bruxa, para vê-la como uma pobre senhora, indefesa e franzina, que a corcunda era pela idade e magreza adquirida e que seu casebre não era mal assombrado, era apenas as condições que ela teve para construí-lo, por isso era diferente da nossa casa.

Eu a transformei em versos…
E eu quando a via
Olhando-nos sisuda
Eu naquele tempo pensava
Não há santo que nos acuda
Cravava-nos a vista
Com pontaria Calculada
Corria sem alcançar
De pedaço de pau armada
Mas sem pontaria certeira
Voltava espraguejando
Com o pedaço de madeira.
Mas o tempo passou
E diferente pude compreendê-la
A bruxa, malvada, brava
De olhar triste, franzina
Era apenas uma pobre coitada
Que enfeitou nossa barreira.

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