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ENTRE A RAZÃO E A EMOÇÃO

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CAUSOS DO NHÔ

Eu era doidinha por histórias, quando mais detalhada, mais eu gostava e papai tinha um jeito fantasioso de contar, eram diferentes das estórias de D. Terezinha Carvalho que era contratada por mamãe para nos contar estórias a noitinha para preencher nossa ociosidade. Ele tinha lugar definido, personagem conhecido era mais emocionante ouvi-las e enchi-as de mistérios. Era assim… havia um caminho muito longe, era a travessia da Matriz a Barreirinha que ficava muito distante, principalmente à noite, por causa da energia que era a motor e era desligada com hora marcada.

Numa das noites costumeiras que eu e os companheiros descíamos para Barreirinha para namorar as lindas jovens e educadas, eu não percebi o sinal que era dado, o piscar das luzes, que anunciava até chegar a terceira e última vez para ficar na escuridão a não ser quando a lua era cheia e iluminava bem. Nós costumávamos a combinar que no segundo sinal, era hora de enfiar o tamanco na mão e começar a carreira de volta e eu esqueci enamorado e fiquei para trás. Dava pausa, ai vinha o suspiro, outra emoção. Saí correndo nas ruas, desembestado, desenfreado, quando alcancei a praça do S. Benedito avistei um vulto de uma mulher magra mais alta que o poste que se abaixava e vinha com seus enormes braços para me alcançar, e quando mais eu corria, mas ela esticava, quando consegui alcançar minha casa (Hoje Hotel Municipal) só deu tempo de empurrar de uma vez a meia saba e cair junto com ela meio da varanda assustando todo mundo, rendeu-me do susto a obediência ao sinal da energia. Penso que papai queria contar a lenda da caipora e enfeitá-la.

A usina geradora de energia elétrica da cidade funcionava muito precária a motor a diesel, que vivia enguiçando. Havia sempre um encarregado para ligar às seis da manhã e desligar às dez horas em ponto, esta era a hora que a cidade toda ia dormir.

Essa iluminação deficiente, mas útil era única e garantia ainda que bem fraca a iluminação pública de Viana. As casas que não dispunham na época dessa iluminação, utilizavam candeeiros de manga do tipo usado em embarcações da região ou o conhecido como Petromax. Os demais, ou seja, a população maior e mais carente só contava com a velha lamparina de querosene e murrão.

Todas as noites quando o tempo estava firme e o céu estrelado, havia no ar o convite para aquela aventura noturna era como um chamamento e todos nós éramos atingidos pela expectativa de ir ao canto do Benito para ouvir estórias. Esta foi uma época em que as opções de lazer eram raras e a contação de histórias era considerada o mais puro entretenimento e lazer.

Contou-nos papai. Era noite de sentinela, um amigo estava ali deitado naquele caixão no meio da sala, havia um grande movimento de pessoas entrando e saindo. Lá pelas altas da noite, cansado, tirei um cochilo, quando acordei estava com os braços e a cabeça debruçada sobre aquele caixão, o susto de ter ficado só eu e meu amigo defunto levei-o na frente caindo eu, ele e o caixão com um barulho tão grande, que fui embora e não voltei pro enterro, só ouvi depois os comentários dos amigos e parentes do vitimado colega defunto.

Mas um caso me marcou e me meteu mais medo e emoção. Papai tinha loja de tecidos, e além da venda local realizava vendas e entregas em outros locais, foi numa dessas vendas ambulantes que resolveu ir até a cidade de Cajari e levou como companhia o amigo cheiro de Nely, lá pelo meio lago, travessa tranquila só os dois e o piloto da lancha contratada, que haviam embarcados. Quando surge entre eles um homem vestido de branco, chapéu de palha cobrindo o rosto eles continuaram a viagem e o homem ali parado cabisbaixo e os dois ficando assustados quase que paralisados pelo mistério. Resolveram retirar o chapéu que encobria o rosto do terceiro passageiro e para piorar, reconheceram de imediato o homem que tinha falecido fazendo a travessia no lago de lancha para Cajari os dois emudeceram, paralisaram e tiveram que serem retirados ao alcançarem o Cais, do outro lado da cidade.

Eu sei que ele aumentava um ponto toda vez que inventava seus contos, por isso que era mágico. Contou-nos sobre a enorme porca que surgiu do nada, próximo ao murinho antigo que dava para a Rua Egídio Rocha quando recém-casado estava morando na casa de meu avô e ouviu um barulho muito estranho que incomodava seu sono ai levantou-se e foi curiar, pra seu novo espanto deu de cara com uma grandiosa porca que ficava dentro de uma poça de lama e ele armado só um pedaço de ripa encorajou-se e gritava não entra que eu atiro, e a porca amedrontada entrou naquela poça que era um grande buraco e cheio de lama e sumiu para sempre só reapareceu no seu imaginário.

E como as estórias não eram poucas o repertório ia se aumentando e ele adicionava os lugares, os vizinhos, os amigos as pescarias. Eu dei uma de pescador por um curto período, mais um acontecimento espetacular aconteceu comigo.

Um dia eu estava no Lago de Viana lá pelo meio da tarde, tarrafiei, vieram dúzias e dúzias de piranhas, eram das pretas, das vermelhas grandes, bem grandes foi quando eu ouvi uma voz fininha saindo do fundo da canoa, era uma voz trêmula de uma piranha que pedia que a devolvesse ao lago e ela implorava Nhô me solta, que eu tô buchada de um monte de piranhinhas, eu comovido a atirei de volta na água, com questão de segundos ouvi novamente a voz, era outra piranha pedindo para soltá-la e formou-se uma sinfonia, era piranha chorando pra todo lado e eu devolvendo pra água. Deixei uma única, gorda, bonita, era meu prêmio de consolo voltar pra casa com ela, quando a vi ali bem tristinha debaixo do banco da canoa, movendo-se na pouca água que sobrara e veio logo me fitando os olhos pedindo. Nhô me solta, porque se eu ficar aqui vão morrer muitas piranhas é que sou a parteira do lago, pronto joguei a última que sobrou e voltei com a canoa vazia.

LAURINETE COSTA COELHO
Graduada em História pela UEMA. Especialista em Ensino de Ciências Humanas, professora, escritora, cordelista e compositora.

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